terça-feira, 3 de janeiro de 2012
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Hoje eu tive a única certeza da vida: o fim.
Desse ai a gente não foge, a gente não controla e nem programa. Ele simplesmente vem. Em algumas vezes somos privilegiados e temos a oportunidade de escolher quando vamos terminar algo que começamos, mas algumas vezes temos o azar de ver a sorte escorrendo pelas nossas mãos.
O pior do fim é quando ele se torna perda. O pior do fim é chegar ao fim.
Hoje eu perdi um pedaço de mim.
Um dia, quem sabe, eu volte a ser completa...
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Eduardo e Mônica (versão para jornalistas)
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Quem um dia irá dizer
Que existe razão
Quando se escolhe essa profissão?
E quem irá dizer
Que não existe razão?
Eduardo abriu o livro, mas não quis nem estudar
As teorias que os mestres deram
Enquanto a Mônica tomava um esporro do editor
No fechamento, como eles disseram.
Eduardo e Mônica um dia se trombaram sem querer
A fumaça tava forte, foi difícil de se ver
Um carinha da facul do Eduardo que disse
“Tem uma festa legal, e a gente quer se divertir”
Gente estranha, festa de jornalista
“Eu não tô legal, já fumei mais que devia”
E a Mônica riu e quis saber um pouco mais
Sobre o mundinho que ele prometeu mudar
E o Eduardo, com larica, só pensava em ir pra casa
“A geladeira eu quero atacar”.
Eduardo e Mônica trocaram seus e-mails
Depois se escreveram e decidiram tuitar
O Eduardo sugeriu um call no Skype
Mas a Mônica queria ir pro Messenger teclar
Se encontraram ainda lá no tal de Orkut
A Mônica sem foto e o Eduardo sem cabelo
O Eduardo achou estranho e melhor não comentar
Mas a menina escrevia com um zelo.
Eduardo e Mônica eram nada parecidos
Ele tinha ilusão, ela sabia economês
Ela falava de finanças, cedebês e inflação
E ele ainda maltratava o português
Ela gostava do Basile, do Furtado
Do Marx, do Stiglitz, do Yunus e Cournot
E o Eduardo era um puta Zé Ruela
E vivia dia e noite vendo site pornô.
Ela falava coisas sobre a função social
Também de lead e do pescoção
E o Eduardo ainda tava no esquema
Adorno, cerveja, truco e Enecom.
E mesmo com tudo diferente
Veio mesmo de repente
Uma vontade de se ver
Os dois sonhavam transar todo dia
Só que dela a rotina era bem de foder (er-er).
Eduardo e Mônica estudaram locução, assessoria
Web, fotografia, pro CV melhorar
A Mônica explicava pro Eduardo
Coisas sobre fontes, off e formas de apurar.
Ele aprendeu a escrever, pegou o gosto por ler
E decidiu estagiar (não!)
E ela até chorou na primeira vez
Que ouviu a voz dele ir pro ar
E os dois já trabalharam juntos
E cobriram pautas juntos, muitas vezes depois
E todo mundo diz que a vida foi malucamente bela
Por ter juntado os dois.
Construíram os seus blogs uns seis meses atrás
Logo após que os passaralhos vieram
Batalharam frilas, mendigaram geral
Por muito pouco o fiofó não deram.
Eduardo e Mônica viraram assessores
Levantaram uma grana, já fizeram prestação...
Só que a vida dura não vai acabar
Porque na agência tem perrengue e a mesma ralação.
E quem um dia irá dizer
Que existe razão
Quando se escolhe essa profissão?
E quem irá dizer
Que não existe razão?
(Via Desilusões Perdidas)
Que existe razão
Quando se escolhe essa profissão?
E quem irá dizer
Que não existe razão?
Eduardo abriu o livro, mas não quis nem estudar
As teorias que os mestres deram
Enquanto a Mônica tomava um esporro do editor
No fechamento, como eles disseram.
Eduardo e Mônica um dia se trombaram sem querer
A fumaça tava forte, foi difícil de se ver
Um carinha da facul do Eduardo que disse
“Tem uma festa legal, e a gente quer se divertir”
Gente estranha, festa de jornalista
“Eu não tô legal, já fumei mais que devia”
E a Mônica riu e quis saber um pouco mais
Sobre o mundinho que ele prometeu mudar
E o Eduardo, com larica, só pensava em ir pra casa
“A geladeira eu quero atacar”.
Eduardo e Mônica trocaram seus e-mails
Depois se escreveram e decidiram tuitar
O Eduardo sugeriu um call no Skype
Mas a Mônica queria ir pro Messenger teclar
Se encontraram ainda lá no tal de Orkut
A Mônica sem foto e o Eduardo sem cabelo
O Eduardo achou estranho e melhor não comentar
Mas a menina escrevia com um zelo.
Eduardo e Mônica eram nada parecidos
Ele tinha ilusão, ela sabia economês
Ela falava de finanças, cedebês e inflação
E ele ainda maltratava o português
Ela gostava do Basile, do Furtado
Do Marx, do Stiglitz, do Yunus e Cournot
E o Eduardo era um puta Zé Ruela
E vivia dia e noite vendo site pornô.
Ela falava coisas sobre a função social
Também de lead e do pescoção
E o Eduardo ainda tava no esquema
Adorno, cerveja, truco e Enecom.
E mesmo com tudo diferente
Veio mesmo de repente
Uma vontade de se ver
Os dois sonhavam transar todo dia
Só que dela a rotina era bem de foder (er-er).
Eduardo e Mônica estudaram locução, assessoria
Web, fotografia, pro CV melhorar
A Mônica explicava pro Eduardo
Coisas sobre fontes, off e formas de apurar.
Ele aprendeu a escrever, pegou o gosto por ler
E decidiu estagiar (não!)
E ela até chorou na primeira vez
Que ouviu a voz dele ir pro ar
E os dois já trabalharam juntos
E cobriram pautas juntos, muitas vezes depois
E todo mundo diz que a vida foi malucamente bela
Por ter juntado os dois.
Construíram os seus blogs uns seis meses atrás
Logo após que os passaralhos vieram
Batalharam frilas, mendigaram geral
Por muito pouco o fiofó não deram.
Eduardo e Mônica viraram assessores
Levantaram uma grana, já fizeram prestação...
Só que a vida dura não vai acabar
Porque na agência tem perrengue e a mesma ralação.
E quem um dia irá dizer
Que existe razão
Quando se escolhe essa profissão?
E quem irá dizer
Que não existe razão?
(Via Desilusões Perdidas)
domingo, 1 de janeiro de 2012
projeção.
domingo, 1 de janeiro de 2012
Quando você conversa com você mesmo você chora.
Mas chorar não quer dizer perder, não quer dizer ganhar, não quer dizer triste nem alegre. O meu chorar não fala, ele sente.
Não é melancólico, não é efervescente. O meu chorar é uma limpeza. São as minhas cobranças, são minhas angústias, são meus altos e baixos. Quando eu consigo ter esse diálogo comigo eu fico assim. Quando eu sei que é tão difícil eu choro. Já chorei pelo fácil, mas hoje eu somente choro.
Não sei por que sempre consigo usar boas palavras em boas ocasiões, não sei por que as pessoas me procuram pra ouvir o que eu tenho pra falar. Eu somente falo, não faço. A minha ação é muito reduzida aos meus limites. Eu sei até onde posso ir, mas quando vai chegando perto eu acho que já passou de onde deveria chegar.
Quantas vezes eu vou ter que olhar pro meu umbigo? Quantas vezes eu vou ter que saber onde ele está? Porque eu tenho que prever, achar, buscar, saber? Pra que tanto “porque”?
Vive, menina. Deixa que esse medo se vá. Que a ansiedade não passe na frente da razão. O mundo não é conto de fadas e você não é uma princesa. Estamos no século XXI. Passamos do século da luz e agora estamos no século das sombras. Vivemos com medo do que possa estar atrás da gente, vivemos sempre com a impressão de que algo ou alguém nos persegue. Mas o que a gente não sabe é que a sombra é projeção de nós mesmos e o pior é que não temos como apagar.
Quero e vou respeitar a presença da minha sombra, mesmo que ela muitas vezes me assuste, mesmo que ela muitas vezes me provoque, mesmo que ela muitas vezes me angustie com sua presença, ela está em mim e somente em mim.
O que temos que fazer é procurar a direção correta da luz para que a sombra se adeque.
Projeção! Esse é o lema.
Mas chorar não quer dizer perder, não quer dizer ganhar, não quer dizer triste nem alegre. O meu chorar não fala, ele sente.
Não é melancólico, não é efervescente. O meu chorar é uma limpeza. São as minhas cobranças, são minhas angústias, são meus altos e baixos. Quando eu consigo ter esse diálogo comigo eu fico assim. Quando eu sei que é tão difícil eu choro. Já chorei pelo fácil, mas hoje eu somente choro.
Não sei por que sempre consigo usar boas palavras em boas ocasiões, não sei por que as pessoas me procuram pra ouvir o que eu tenho pra falar. Eu somente falo, não faço. A minha ação é muito reduzida aos meus limites. Eu sei até onde posso ir, mas quando vai chegando perto eu acho que já passou de onde deveria chegar.
Quantas vezes eu vou ter que olhar pro meu umbigo? Quantas vezes eu vou ter que saber onde ele está? Porque eu tenho que prever, achar, buscar, saber? Pra que tanto “porque”?
Vive, menina. Deixa que esse medo se vá. Que a ansiedade não passe na frente da razão. O mundo não é conto de fadas e você não é uma princesa. Estamos no século XXI. Passamos do século da luz e agora estamos no século das sombras. Vivemos com medo do que possa estar atrás da gente, vivemos sempre com a impressão de que algo ou alguém nos persegue. Mas o que a gente não sabe é que a sombra é projeção de nós mesmos e o pior é que não temos como apagar.
Quero e vou respeitar a presença da minha sombra, mesmo que ela muitas vezes me assuste, mesmo que ela muitas vezes me provoque, mesmo que ela muitas vezes me angustie com sua presença, ela está em mim e somente em mim.
O que temos que fazer é procurar a direção correta da luz para que a sombra se adeque.
Projeção! Esse é o lema.
sábado, 31 de dezembro de 2011
está tudo nas minhas mãos!
sábado, 31 de dezembro de 2011
Que a força do vento de Iansã de 2011 traga a justiça mais plena de Xangô em 2012.
Muito obrigada por esse ano, rainha dos ventos e das tempestades.
Meu pai, recebo 2012 de braços abertos!
_____________________________________________________________________
Num feixe de luz
Sem rima, sem concerto
Com erro e sem acerto
Nos vimos num segundo
Longas prozas prozeadas
Não conheço nem entendo
Todos vivos, todos vendo
Que estamos num só mundo
_____________________________________________________________________
Pode ser...
Pode não ser!
Sempre o incerto é meu rumo
Mas a minha certeza eu tive hoje (não hoje do hoje, mas o hoje do dia que era pra ser)
Tu pra mim
Eu pra tu
E me desconcertei.
Vou me lembrar de olhar novamente esse poste alguns dias a frente de 2012. Preciso saber o que mudou e o que continua no seu cantinho de sempre... Muita LUZ!
domingo, 25 de dezembro de 2011
domingo, 25 de dezembro de 2011
Renato Russo disse:
"Quero me encontrar, mas não sei onde estou
Vem comigo procurar algum lugar mais calmo
Longe dessa confusão e dessa gente que não se respeita
Tenho quase certeza que eu não sou daqui
(...)
Eu canto em português errado
Acho que o imperfeito não participa do passado
Troco as pessoas
Troco os pronomes"
e eu digo:
vem!
"Quero me encontrar, mas não sei onde estou
Vem comigo procurar algum lugar mais calmo
Longe dessa confusão e dessa gente que não se respeita
Tenho quase certeza que eu não sou daqui
(...)
Eu canto em português errado
Acho que o imperfeito não participa do passado
Troco as pessoas
Troco os pronomes"
e eu digo:
vem!
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
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